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AstraZeneca enfrenta suspensão

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca (AZN) em parceria com a Universidade de Oxford segue no epicentro de polêmicas. Meses atrás, o questionamento recaía sobre o seu percentual de eficácia duvidoso, a depender da quantidade de doses administradas. Chegou a sugerir-se que metade de uma dose seria mais eficaz que uma inteira.

Ao contrário das demais já utilizadas no mundo, que utilizam a nova tecnologia do RNA Mensageiro nos imunizantes, esta utiliza a técnica de um vetor viral a partir do chimpanzé. Ela ainda não foi autorizada para uso nos Estados Unidos.

Já na Europa, aquela que talvez fosse a arma mais promissora contra a pandemia ao menos nestes primeiros meses de vacinação em massa, passa agora por problemas. Nesta segunda-feira, países “de peso” como Alemanha, França e Itália decidiram suspender o uso do imunizante, após relatos de problemas de coagulação sanguínea com, inclusive, relato de uma morte na Áustria.  Dinamarca, Noruega e Islândia também suspenderam as vacinações. A EMA, órgão que se assemelha à FDA na Europa ou à ANVISA no Brasil, diz que estuda a relação entre a vacina e casos de formação de coágulos sanguíneos e trombose.

E Eu Com Isso?

A suspensão do uso da vacina – mesmo que de forma temporária – pode atrasar o curso dos programas de imunização em massa em todo o continente europeu. Apesar disso, os índices europeus fecharam a sessão desta terça-feira (16) majoritariamente em alta, ignorando tal risco.

Com exceção do Reino Unido, que já teria vacinado cerca de 38 pessoas por 100 habitantes, os outros países europeus importantes têm uma taxa ao menos 2 vezes menor que a britânica.

Da mesma forma, com as ações da AstraZeneca (AZN): as ações fecharam em alta nas duas sessões desta semana em Londres, ignorando a “decepção” com a vacina.

É válido ressaltar, primeiramente, que a companhia não depende do imunizante para gerar valor aos acionistas. Em 2020 a companhia apresentou receita de 26,6 bilhões de euros (crescimento de 9 por cento na comparação anual), lucro por ação de 2,44 e geração de caixa das operações de 4,8 bilhões de euros.

Assim como no caso da Johnson & Johnson, a vacina contra a Covid-19 não tem “fins lucrativos”. Logo, deve ser negociada a margens operacionais baixas, reduzindo o potencial tanto de ganhos como de perdas nos seus resultados para o restante do ano.

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