Jerome Powell

As nuances do Federal Reserve

A sexta-feira se iniciou com um movimento de baixa nos principais mercados. O que desanimou os investidores foram as declarações de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), durante a quinta-feira (04). Powell manteve-se fiel ao que vem dizendo: que o BC dos Estados Unidos será complacente com a inflação e não vai elevar os juros básicos para não abortar o processo de recuperação econômica americana. No entanto, Powell não demonstrou preocupação com a elevação dos juros americanos de longo prazo. Na quinta-feira, a taxa dos títulos do Tesouro de dez anos chegou a 1,54 por cento, ante 1,47 por cento da véspera e 1,02 por cento há 12 meses.

Além disso, apesar de ter sido aprovado pela Câmara dos Representantes há poucos dias, o pacote de ajuda econômica de 1,9 trilhão de dólares ainda deve enfrentar uma tramitação longa no Senado americano, algo que fez piorar o sentimento dos investidores.

O que deve ajudar a definir o movimento é o indicador mais importante da semana, que deve ser divulgado ainda durante a manhã: a criação de empregos não agrícolas, o “non-farm payroll” de fevereiro. As estimativas são de abertura de pouco menos de 200 mil vagas, um número que poderá compensar o resultado fraco de janeiro, quando a economia americana criou 49 mil vagas.]

O comportamento dos preços nesta sexta-feira mostra a tensão entre notícias e expectativas, que é um dos principais vetores de alta ou de baixa dos mercados. Por um lado, as notícias de tolerância do Fed com a inflação são positivas. Por outro, a perspectiva de aumento dos juros de longo prazo nos Estados Unidos pode reduzir a competitividade das ações e os resultados das empresas no longo prazo, o que é negativo para as bolsas. E essa tensão entre fato e perspectiva deve amplificar a volatilidade nos próximos dias.

Indicadores 

A produção industrial nacional teve crescimento pelo nono mês seguido e avançou 0,4 por cento em janeiro de 2021 frente ao mês anterior. Apesar de ainda se encontrar 12,9 por cento abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011, o setor industrial vem ampliando a distância em relação às perdas registradas no início da pandemia, de março a abril de 2020, que acumularam -27,1 por cento. O comportamento positivo em janeiro, no entanto, foi menos acentuado do que vinha sendo registrado nos meses anteriores e também menos disseminado entre as atividades. As informações são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta sexta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

E Eu Com Isso?

O dia começa com uma leve alta nos contratos futuros do índice americano S&P 500, com os investidores à espera de uma sinalização mais clara dos mercados internacionais. A depender dos dados da criação de emprego nos Estados Unidos, o dia pode ser marcado por uma volatilidade elevada.

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Leia também: Fed garante juro baixo.

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