Jerome Powell

As escolhas dos Bancos Centrais

Se viver é fazer escolhas, governar é fazer quase sempre escolhas difíceis. A atuação dos governos e dos instrumentos de ação do Estado sempre leva à tomada de decisões que deixam alguém descontente. Os recursos, tanto econômicos quanto humanos, são escassos e finitos. O tempo é curto, pois as janelas de oportunidade se fecham. Isso também vale para banqueiros centrais. Apesar de estarem entre os agentes mais poderosos da economia, por terem o comando sobre as taxas de juros, mesmo eles têm de sujeitar às variáveis econômicas.

Apesar de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), ter reforçado na quarta-feira (24) que os juros permaneceriam baixos nos Estados Unidos e que o Fed seguiria comprando títulos públicos para irrigar a economia, os juros americanos voltaram a subir na manhã desta quinta-feira (25), devido a temores de inflação.

Esse aumento das taxas longas, que indica a elevação das projeções dos investidores para os juros futuro, têm sido algo frequente nos Estados Unidos. O fenômeno atravessou o Atlântico. Nesta manhã, o Banco Central Europeu (BCE), que gerencia a política monetária da Zona do Euro, anunciou que vai mudar sua maneira de injetar dinheiro na economia. Em vez de comprar apenas títulos de curto prazo, o BCE passará a atuar em todos os vencimentos de papéis. Isso permitirá à autoridade monetária europeia não só estimular a economia como também controlar a curva futura das taxas de juros, ancorando as expectativas do mercado.

A pergunta de um trilhão de dólares é se (e quando) o Federal Reserve vai passar a adotar essa mesma prática para tentar evitar um descolamento das expectativas do mercado com relação aos juros de longo prazo americanos. Distorções na curva de juros podem ter um efeito muito danoso sobre a política monetária, se contaminarem também as expectativas dos agentes econômicos sobre os preços da economia real.

INDICADORES I

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 2,53 por cento em fevereiro. Com este resultado o índice acumula alta de 5,17 por cento no ano e de 28,94 por cento em 12 meses. Em fevereiro de 2020, o índice havia caído 0,04 por cento e acumulava alta de 6,82 por cento em 12 meses. O Índice Nacional de Preços de Atacado subiu 3,28 por cento, levemente abaixo dos 3,38 por cento de janeiro. A alta indica que a pressão exercida pelas matérias-primas brutas se espalhou pelas demais classes de bens. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,35 por cento em fevereiro, ante 0,41 por cento em janeiro. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,07 por cento em fevereiro, ante 0,93 por cento no mês anterior.

INDICADORES 2 

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) do FGV IBRE de fevereiro interrompeu a sequência de quedas ao subir 0,2 ponto, passando de 90,8 para 91,0 pontos. Em médias móveis trimestrais, o indicador caiu 0,8 ponto, mantendo a tendência de queda pelo quarto mês seguido. Em fevereiro, a confiança foi influenciada totalmente pela melhora das expectativas. O Índice de Expectativas (IE-COM) avançou 3,8 pontos para 95,9 pontos, maior valor desde fevereiro do ano passado, último mês antes da pandemia.

E Eu Com Isso?

O dia começa com um movimento de queda dos preços nos contratos futuros de Ibovespa e do índice americano S&P 500, devido às incertezas com relação aos juros americanos. No entanto, o pregão brasileiro deverá apresentar volatilidade.

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Leia também: Bancos Centrais renovam o ânimo.

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