O que aconteceu com o IRB?

Na coluna de hoje irei falar sobre a carta da gestora de recursos Squadra que questionou as práticas contábeis do Instituto de Resseguros Brasil (SA:IRBR3). Aqui, não irei entrar no mérito das discussões contábeis, mas sim focar na resposta do IRB ao ocorrido.

Volatilidade no preço das ações do IBR

As ações do IRB (IRBR3) acumularam alta de 14,64% em janeiro, a quinta maior alta das ações do Ibovespa. Depois da divulgação da primeira carta da Squadra, no dia 2 de fevereiro, um domingo, as ações da empresa de resseguros fecharam em queda de 9,1% na segunda-feira, 3 de fevereiro. A queda no preço das ações atingiu 16,5% na divulgação da segunda carta, a tréplica da Squadra, no dia 10 de fevereiro.

A volatilidade anualizada nas ações da empresa atingiu absurdos 103,85% em fevereiro. As ações acumulam queda de 22,7% desde a divulgação da primeira carta da Squadra.

Posição da Squadra

A Squadra Investimentos, gestora de recursos do Rio de Janeiro, escreveu uma carta questionando as práticas contábeis do IRB. A Squadra apresentou uma análise bem detalhada de pontos importantes da forma de apresentação dos resultados do IRB com os quais a gestora não concordava.

A Squadra afirmou que os lucros recorrentes do IRB são menores do que os divulgados e que o retorno sobre patrimônio líquido (ROE) elevado não é sustentável no longo prazo. A gestora acredita que o valor de mercado do IRB não condiz com o seu lucro líquido e com sua rentabilidade (ROE) recorrente. Por essa razão, ela tem uma posição vendida nas ações da companhia.

Dessa forma, a gestora carioca está questionando o valor de mercado do IRB em relação ao seu preço justo, levando em conta, para isso, sua rentabilidade (ROE) recorrente.

Cronologia das cartas da Squadra

A Squadra elaborou uma primeira análise sobre o IRB, bastante completa, em novembro de 2019. Essa análise foi enviada para a Susep, para a CVM e para a própria empresa. A gestora divulgou duas cartas questionando o IRB justamente quando ele estava em período de silêncio devido à divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2019, prevista para o próximo dia 18 de fevereiro.

O que causou alvoroço no mercado foi o momento da divulgação das cartas. A primeira carta questionando o IRB foi divulgada no dia 2 de fevereiro. A “tréplica” da gestora carioca também foi publicada em um domingo, o dia 9 de fevereiro. Nela, a Squadra rebateu as respostas da companhia aos seus questionamentos. Isso foi o estopim para a queda de 16,5% no preço das ações do IRB, ocorrido no dia 10 de fevereiro.

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