IPO da C&A: o modelito não combina

Na coluna de hoje, vou falar sobre a abertura de capital (IPO) da C&A Modas.

Direto ao ponto

A minha recomendação é NÃO participar da oferta da C&A Modas (CEAB3).

O principal motivo para ficar de fora do IPO é que a maior parte dos recursos (90%) será direcionada para o pagamento de dívidas com partes relacionadas, e não para o crescimento das lojas.

Eu gosto da exposição ao setor de varejo, devido à oportunidade de crescimento com a retomada da economia, mas acredito que existem empresas com uma melhor capacidade de execução e de crescimento, como Lojas Renner (LREN3) e Guararapes (GUAR3), que possui a rede Riachuelo.

Abuse e use C&A

Eu me lembro bem de um comercial da C&A na TV com o Sebastian, o primeiro garoto propaganda negro do Brasil, em 1990. A campanha usava o slogan “abuse e use C&A”, com uma figura dançante e animada.

Um dos comerciais foi inspirado no filme “Os irmãos cara de pau” (The Blues Brothers), em que eles cantavam e animavam uma plateia.

Não faz muito tempo (2010) que a C&A tinha uma quantidade de lojas maior do que as concorrentes Renner (LREN3), líder de mercado, e a Guararapes, dona da Riachuelo (GUAR3) e vice-líder do mercado. Porém, aos poucos a C&A foi perdendo participação de mercado devido ao pouco crescimento expansão da rede e caiu para o atual terceiro lugar.

Perfil da C&A Modas

A C&A é a segunda marca de loja de roupas mais reconhecida (Top of Mind) no Brasil. É, também, a segunda em termos de receita líquida dentre empresas de varejistas de vestuário brasileiras e listadas na B3.

Vantagens competitivas

Os principais pontos fortes da empresa são: 1) poder da marca C&A, segunda marca de varejo de moda mais lembrada no Brasil; 2) grande rede de lojas físicas integradas a uma plataforma omnichannel robusta suportada por um ecossistema digital e; 3) alta qualidade de atendimento ao cliente – a empresa está entre os maiores varejistas de moda da indústria de vestuário brasileira em termos de Net Promoter Score (NPS).

Detalhes da oferta

A oferta da companhia será composta por 82,2 milhões de ações ordinárias (sem lote suplementar), dos quais 60 por cento primária e 40 por cento secundária.

No preço médio do intervalo (16,50 reais a 20 reais) de 18,25 reais por ação, o valor total da oferta será de 1,5 bilhão de reais, mas apenas 868,5 milhões de reais entrarão no caixa da C&A, descontados as despesas e comissões pagas aos bancos no IPO.

O período de reserva do IPO vai de 14 a 23 de outubro, com definição de preço em 24 de outubro.

Leia o artigo completo no site da Investing

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