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Como criar um plano de investimento?

Nem todo mundo procura saber como criar um plano de investimento. Enquanto alguns nem mesmo se preocupam em investir, outros fazem aplicações de forma desestruturada e sem objetivos bem definidos. Contudo, a verdade é que um plano como esse pode aumentar suas chances de sucesso financeiro.

Ele ajudará a entender as estratégias para aplicação dos seus recursos, mostrará como acompanhar e entender a situação econômica do país e contribuirá para a correção de comportamentos de consumo e investimentos inadequados.

Em outras palavras, ele ajudará a racionalizar e objetivar suas decisões de investimento. E, se você está lendo este post, é porque deseja criar seu próprio plano de investimento, dominar e fazer uma gestão frutífera do seu patrimônio, certo?

Pensando no interesse de quem quer (re)começar sua jornada financeira de forma organizada, montamos um conteúdo com todas as informações estratégicas para criar um plano de investimento. Leia neste post orientações sobre:

  • o que realmente é um plano de investimento?
  • Como é o seu funcionamento?
  • Quais seus benefícios para o investidor?
  • Como montar um plano de investimento eficiente?

É provável que você já tenha lido o nome plano de investimento indicando documentos, estratégias ou formulários do banco. Além de isso gerar uma certa confusão, também faz com que sua importância seja questionada.

Então, vamos esclarecer, de uma vez por todas, o que é um plano de investimentos e como ele pode ajudar a realizar seus sonhos? Leia mais.

1. O que é um plano de investimento?

O conceito de plano de investimento vai ser nosso ponto de partida, afinal de contas, o mercado de capitais e o mundo das finanças têm muitas nomenclaturas, e confundi-las pode prejudicar seus objetivos.

Um plano de investimentos é um estudo e criação de estratégias financeiras que visam conquistar os objetivos de curto, médio e longo prazo estabelecidos por um indivíduo.

Quer aprimorar seus estudos com uma pós-graduação no exterior? Trocar de carro? Comprar uma casa? E, que tal tudo isso ao mesmo tempo?

Com um plano traçado, a porcentagem dos seus ganhos destinada para seus investimentos pode ser estrategicamente distribuída entre seus diferentes objetivos e, claro, alocadas em modalidades de aplicações que estejam alinhadas com seu perfil de investidor e necessidades.

Ou seja, é um estudo personalizado, baseado nos objetivos e personalidade investidora de cada um. Não existe um modelo único ou seleção de aplicações que possa ser replicada de uma pessoa para outra. Quando isso acontece, as chances de sucesso são frutos da sorte.

Quando falamos sobre dinheiro, não estamos fazendo apostas, mas, sim, investimentos, certo? Então, seu plano deve ser criado com muito cuidado e estudos.

2. Como funciona um plano de investimento?

Depois de esclarecer o conceito de plano de investimento, a questão seguinte é: como ele vai funcionar dentro da minha realidade?

Esse é um questionamento interessante, afinal de contas, nem todo mundo pode dedicar seu tempo exclusivamente para acompanhar o sobe e desce da bolsa ou qualquer outra variação dos indicadores que remuneram as aplicações.

2.1. O caminho de A até B

Vejamos assim: se você vai partir de casa para o trabalho, sabe qual horário deve sair para chegar no início do expediente, o caminho mais curto ou o mais rápido até lá e também pode listar quais são as linhas de transporte público que servem essa trajetória de A até B, não é mesmo?

Para essa jornada, não é necessário criar um plano, no máximo, programar seu despertador e separar o dinheiro para pagar o metrô, ônibus ou motorista. É um objetivo que não exige estratégia, não tem grandes variáveis e vai acontecer em um curto espaço de tempo.

Porém, se você pretende financiar uma casa, a janela temporal desse evento é longa, exige preparação financeira, redução de despesas e uma tomada de decisão precisa que garanta a melhor condição de pagamento possível.

Além disso, durante esse período, existe uma porção de acontecimentos que podem influenciar de forma positiva ou negativa o sucesso de sua trajetória de A, que é você sem o patrimônio, até B, que é a quitação do financiamento.

Ou seja, nesse caso, você precisa de um plano de investimentos que vai determinar quais aplicações serão mais vantajosas para a realização desse projeto, o que é preciso acompanhar para analisar se a performance está satisfatória, e quais seriam as alternativas para evitar perdas, por exemplo.

2.2. O mapa dos seus objetivos e seus caminhos alternativos

O plano de investimentos, portanto, serve como um mapa para que o investidor saia de sua posição financeira atual e chegue até seus objetivos, sabendo quais são as variáveis que podem afetar seu percurso e quais as alternativas factíveis para cada situação.

Ele descreve cada passo, ou melhor, decisão de investimento, sempre considerando os diferentes objetivos traçados e o perfil do investidor.

3. Como começar a montar um plano de investimento?

Está claro que saber como criar um plano de investimento é importante para o sucesso nas suas conquistas, certo? Então, veja por onde começar.

3.1. Faça uma avaliação de sua situação financeira atual

Esse é uma das etapas mais fundamentais pois define exatamente qual é o seu ponto de partida. Nossa dica é que você liste em uma planilha quais são seus patrimônios atuais, receitas e despesas, com o máximo de detalhes possível.

3.1.1. Patrimônios financeiros atuais

Inclua nessa categoria os bens pessoais que podem ser convertidos em recursos financeiros, como imóveis, carros, jóias, equipamentos de alto valor, peças de coleção, investimentos, porcentagens societárias etc. A ideia aqui não é vendê-los, apenas apurar seu valor.

Ou seja, o patrimônio financeiro é o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma pessoa. Ele é o objeto de interesse do plano de investimento, que terá estratégias para construir, proteger e aumentar seu montante.

3.1.2. Receitas

As receitas podem ser entendidas como seus ganhos salariais, provenientes de investimentos, aluguéis de bens, vendas, prestação de serviço ou qualquer outra natureza legal que gere recursos.

Não é um conceito contábil ao pé da letra, mas um cálculo que ajudará no entendimento e comparação entre o que você ganha e gasta.

3.1.3. Despesas

Nas despesas, coloque todos os gastos mensais que você, ou sua família, têm mensalmente. Isso inclui contas de consumo, cartão de crédito, empréstimos, financiamentos, aluguel de apartamento, escola, faculdade e qualquer outro valor que é preciso ser pago mensalmente.

3.2 Faça uma análise estratégica da sua situação financeira atual

Tudo mapeado? Então, é hora de fazer uma análise geral, começando pelas despesas. Avalie quais delas podem ser eliminadas ou reduzidas, liberando parte dos recursos que eram direcionados para sua quitação.

Se créditos tomados no mercado para financiamento ou mesmo o rotativo do cartão de crédito também são objetos de sua reestruturação. Avalie se existem opções de juros mais favoráveis e considere a troca de um por outro.

Depois, parta para a análise do patrimônio, pois, muitas vezes, um bem gera mais despesas do que benefícios. Hoje, é muito comum que as pessoas questionem a efetividade de ter um apartamento em seu nome, ou mesmo um carro. Existem soluções que, financeiramente, são mais econômicas do que manter tais bens, sejam eles móveis, sejam eles imóveis.

Por fim, analise suas receitas. Em algumas profissões é possível aumentar seus ganhos buscando maiores comissões, aceitando mais pedidos para serviços ou fazendo projetos freelancers, por exemplo.

Porém, assim como no caso dos créditos, que podem ter juros mais baratos, os investimentos também podem oferecer remunerações melhores. Ou seja, também é possível, a partir de suas análises, buscar posições de aplicações mais vantajosas.

3.3 Trace seus objetivos

Depois de promover melhorias em sua situação financeira atual, é hora de traçar seus objetivos de forma mais concreta, afinal de contas, nesse momento você já saberá qual seu verdadeiro potencial para realizar investimentos.

3.3.1 Objetivos de curto prazo

Os objetivos de curto prazo são aqueles realizados em datas muito próximas, com baixa complexidade e, quase sempre, com valores razoáveis.

É o caso de aquisições de consumo, como roupas, ingressos para shows, inscrição para cursos compactos e livros online. Ainda que não tenham grandes valores, devem fazer parte do seu planejamento para não gerar dúvidas no futuro de como aquele dinheiro foi utilizado.

3.3.2 Objetivos de médio prazo

Os objetivos de médio prazo são aqueles que demandam um pouco mais de recursos, como comprar um celular ou computador mais moderno e que atendem desejos e necessidades que duram por mais tempo. Em alguns casos, eles são a evolução daquelas metas e demandas do curto prazo, como fazer um upgrading na certificação do curso realizado.

Também faz parte dos objetivos de médio prazo a reserva financeira emergencial, que compreende o acúmulo de seis a dez meses de salário, garantindo, assim, que o profissional tenha recursos para utilizar em caso de um eventual desligamento da empresa que trabalha.

3.3.3. Objetivos de longo prazo

Os objetivos definidos para cinco anos adiante podem ser considerados de longo prazo, exigindo compromisso com a regularidade de investimentos, escolha das aplicações mais adequadas e de acordo com o perfil de investidor.

Comprar um carro, ter uma aposentadoria confortável, fazer uma volta ao mundo viajando de barco ou comprar um apartamento são objetivos que envolvem quantias de dinheiro maior, assim como o prazo para o acúmulo do valor necessário.

3.4 Identifique qual seu perfil de investidor

Para cada um desses objetivos existe um tipo de aplicação e estratégia mais aconselháveis, seja pelo grau do risco de investimento, seja pelas regras de resgate, incidência do Imposto de Renda etc.

Porém, além das opções para investir, também é essencial que o indivíduo faça uma avaliação de seu perfil de investidor seguindo os pontos que a Comissão Mobiliária de Valores, a CVM, define na Instrução 539/2013.

Trazendo os pontos que interessam para essa definição, o perfil do investidor é definido a partir desses elementos:

  • objetivos do investidor, que devem ser alinhados com os produtos de investimentos a serem escolhidos;
  • situação financeira do investidor, que deve ser compatível com os tipos de investimentos que vai realizar;
  • nível de conhecimento do investidor sobre o mercado e as variáveis que vão remunerar seu dinheiro aplicado;
  • período que ele deseja e pode manter o recurso investido;
  • sua capacidade emocional de lidar com as variações que ocorrem no mercado e determinam se suas aplicações estão valendo mais ou menos;

Analisando o investidor em relação a esses critérios é possível determinar se ele é conservador, moderado ou arrojado quanto aos seus investimentos.

3.4.1 .Conservador

O conservador é aquele investidor que prefere ganhos mais seguros de certas aplicações, ainda que isso represente uma lucratividade menor em relação aos demais tipos de investimentos.

Isso porque ele deseja proteger o patrimônio que já construiu, ou usará o recurso no curto prazo e não quer ter uma perda inesperada justamente quando precisar sacar.

Imagine, por exemplo, alguém que tem um valor acumulado, deseja comprar um apartamento e está esperando a oportunidade perfeita. Com seu dinheiro aplicado em um investimento de baixo risco de variação e sem regras que impeçam o resgate imediato, no momento em que sacar, provavelmente terá seu valor aplicado acrescido alguns juros.

Porém, se sua aplicação for mais arrojada, muito provavelmente terá que programar o saque dias antes e correr o risco de ver seu montante reduzido por conta do sobe e desce da bolsa naquele momento.

3.4.2. Moderado

Um investidor considerado moderado é aquele que consegue lidar com o sobe e desce da valorização de algumas aplicações, principalmente por entender um pouco mais sobre como elas funcionam, e também por não ter necessidade de uso daquele dinheiro no curto prazo.

Ou seja, ele prefere investir em aplicações que podem trazer melhores remunerações ao longo do tempo.

3.4.3. Arrojado

Já aquele investidor considerado arrojado é aquele que prefere os investimentos que podem trazer grandes ganhos no curto prazo. Ainda assim, isso não significa que ele pretende resgatar rapidamente.

É claro que, em qualquer perfil de investidor, todos querem ter ganhos, e, quando bem orientados por recomendações de aplicações e finanças pessoais de analistas certificados, fazem a chamada diversificação de investimentos.

3.5. Entenda quais são os tipos de investimentos

Assim como os investidores, as aplicações disponíveis no mercado são classificadas como conservadoras, moderadas ou arrojadas e, aliás, a preferência por cada uma delas também ajuda na definição de perfil dos aplicadores.

Para ficar claro, não existe investimento sem riscos, até mesmo a poupança já foi congelada e confiscada pelo governo Collor e os títulos públicos como o Tesouro Direto podem perder seu valor se o país quebrar. No entanto, é claro que esses são eventos improváveis e, portanto, esses dois são considerados aplicações e papéis conservadores.

Alguns deles, inclusive, são assegurados pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante até R$250.000,00 para o investidor em determinadas situações de perda.

As opções de investimentos moderadas são aquelas que trazem um equilíbrio entre o risco e a rentabilidade. Ou seja, trazem melhores ganhos, embora seus títulos possam ter um sobe e desce mais alto, como os fundos imobiliários, Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).

Por fim, os investimentos mais arrojados são aqueles que têm maior variação de valor, também chamada de volatilidade, produzindo maiores ganhos e eventuais perdas no curto prazo. As ações são o exemplo mais conhecido, mas também entram nessa categoria os fundos multimercados, debêntures e até mesmo as criptomoedas.

Cada um desses investimentos têm um indicador que determina como eles serão remunerados, ou seja, o que vai determinar os ganhos.

A poupança, por exemplo, é atrelada à taxa Selic, o que significa que toda modificação em tal referência aumentará ou diminuirá seus ganhos. Outros investimentos, como é o caso dos fundos, podem ter mais de um indicador. Veja outros que podem ser citados:

  • Taxa DI (CDI), calculada e divulgada pela CETIP, que calcula a rentabilidade de vários títulos como CDB, LCI, LCA;
  • Inflação e IPCA;
  • cotação de moedas estrangeiras;

3.6 Procure orientações de uma casa de análise independente para uma diversificação estratégica

A diversificação de investimentos é importante para qualquer tipo de investidor, pois aumenta a segurança do patrimônio investido em relação às variações dos indicadores que garantem sua remuneração.

Essa é uma estratégia que distribui seus recursos nos diferentes tipos de investimentos, garantindo que eles estejam protegidos e também, engatilhados para conquistarem bons ganhos. É o mesmo que dizer para não colocar todos os ovos no mesmo cesto.

Contudo, para que ela seja feita de forma estratégica, respeitando seu perfil e objetivos, o ideal é buscar uma casa de análise especializada e certificada, que possa traçar a estratégia ideal e personalizada para você.

Além de uma perspectiva profissional, elas também compartilham conhecimentos e análises que capacitam o investidor e fazem com que ele possa tomar decisões mais acertadas para seu plano de investimentos.

3.7. Acompanhe o desempenho de suas aplicações

Conhecendo a dinâmica do mercado e os indicadores que influenciam seus investimentos, o passo seguinte é acompanhar regularmente o desempenho das aplicações e fazer ajustes quando necessário para que eles sejam o instrumento adequado para as conquistas e objetivos traçados.

Assim, com os passos que listamos aqui, você terá um plano de investimentos bem definido, que contempla sua realidade e capacidade para realizar aplicações. Isso será fundamental para a conquista de seus objetivos, não é mesmo? Você ainda pode perceber outros benefícios em utilizar essa ferramenta. Vejamos.

4. Quais os benefícios de se ter um plano de investimento?

Existem benefícios complementares para quem define e segue um plano de investimento que nem sempre estão associados ao acúmulo de bens.

4.1. Desenvolvimento de uma consciência investidora

Sabemos que uma boa parte da população brasileira está endividada. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor apontou que, em maio de 2019, 63,4% das famílias brasileiras estavam com dívidas, sendo que, 24,1% estavam com as contas atrasadas.

Ao fazer um plano de investimentos, em vez de lidar com suas finanças de forma fragilizada e próxima ao endividamento, você cria uma consciência investidora e entende que, para fazer aquisições, primeiramente, é preciso poupar, ter reservas, fazer escolhas etc.

Assim, com uma proteção imediata, você pode ir em busca de melhores rentabilidades nos investimentos, escolher aplicações moderadas ou, até mesmo, arrojadas que podem trazer maiores retornos, sempre, é claro, respeitando seu perfil e diversificação sugerida para seu plano de investimento.

4.2. Ter uma reserva financeira

Ter um plano de investimentos, seja para garantir uma aposentadoria, seja para comprar um imóvel dos sonhos, faz com que você tenha atitudes para a proteção das suas finanças, como ter uma reserva financeira emergencial.

Em outras palavras, você compreende e coloca em prática que, para conquistar objetivos maiores, primeiramente é preciso ter um suporte financeiro e um baixo custo mensal que permitam seu crescimento.

4.3. Entender a dinâmica do mercado financeiro

Fazer seu plano de investimentos também é um caminho de aprendizado com o qual você entenderá a dinâmica do mercado, como as políticas e acordos comerciais das empresas privadas influenciam seu cotidiano.

Ou seja, entendendo como as mudanças políticas podem afetar suas finanças, você pode atuar antecipadamente para evitar prejuízos ou identificar melhores oportunidades de ganho.

4.4 Ter tranquilidade financeira

Ter todos os seus objetivos e meios para conquistá-los mapeados e descritos em um plano de investimento também garante uma tranquilidade financeira essencial para que você tome decisões sem estresse ou pressões emocionais.

O mercado financeiro oferece muitas oportunidades para você conquistar seus objetivos e seguindo seu perfil de investidor, mas, não permite erros. Por isso, toda aplicação deve ser realizada de acordo com seu plano de investimento, obedecendo recomendações para uma carteira balanceada e diversificada.

Até mesmo a atitude de receber um dinheiro e colocá-lo na poupança pode ser danosa para suas finanças se não estiver de acordo com seus objetivos. Por isso, crie seu planejamento para investimentos o quanto antes e busque uma casa de análise independente, que trará as melhores opções e estratégias de acordo com seu perfil.

Com essas informações e dicas que apresentamos neste post, você já tem o conhecimento necessário para criar seu plano de investimentos, mas também precisará de algumas informações quando for fazer suas primeiras aplicações.

Quer uma ajuda para isso? Temos um manual estratégico para ajudar com suas primeiras aplicações. Baixe gratuitamente agora mesmo.

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