Brasil, a bola de vez nas Bolsas de Valores

Quase todo mundo na vida já deve ter ouvido alguém dizer a clássica frase “eu te falei que isso iria acontecer”. Analisar os fatos depois de terem acontecido é sempre mais fácil, não é mesmo? Trabalho bom é o do(a) comentarista de futebol que assiste ao replay várias vezes para dizer se foi ou não pênalti. Ainda mais quando o assunto são as Bolsas de Valores.

Antecipando-se aos eventos nas Bolsas de Valores

O meu trabalho aqui na Levante é tentar prever o que vai acontecer no mundo financeiro e dar uma recomendação aos nossos clientes sobre como ganhar dinheiro com as nossas ideias de investimento.

Já diria Warren Buffett: “Compre ações ao som dos canhões e venda ao som dos violinos”

Se preferir, cito ainda George C. Patton, general do exército americano: “Se todo mundo está pensando igual, então tem gente que não está pensando em nada”.

O mercado financeiro procura sempre se antecipar aos principais eventos e se posicionar nos ativos com objetivo de ganhar com os movimentos esperados.

Previsões para 2019

Ano passado, após o resultado das eleições presidenciais, escrevi um artigo sobre as minhas três previsões no mercado de ações em 2019. Tem texto e vídeo aqui.

A minha previsão é que o Brasil vai recuperar o grau de investimento até o final deste ano.

Inclusive, eu lembro que o rating do Brasil está atualmente três níveis abaixo do grau de investimento dado pelas grandes agências de classificação de risco (S&P, Moody’s e Fitch).

O Brasil recuperar o grau de investimento no curto prazo seria mais ou menos como um time de futebol da série C (ex: Santa Cruz) do Campeonato Brasileiro estar na final da Libertadores da América no final do mesmo ano.

Forte queda do Risco Brasil

O risco-país, medido pelo CDS (credit default swap) de 5 anos, está em trajetória de queda: de 310 pontos em setembro de 2018 para 180 pontos em janeiro de 2019. Vale lembrar que o CDS é o seguro contra o calote da dívida externa do Brasil.

E eu já falei sobre risco país e como ele impacta o valor das empresas na Bolsa de Valores neste outro artigo.

Essa queda no risco-país é reflexo da melhora na percepção do investidor em relação ao Brasil e tem relação direta com a expectativa da realização da Reforma da Previdência, com redução do déficit fiscal e redução do tamanho do Estado.

O tom liberal do discurso da nova equipe econômica, capitaneada pelo superministro da Economia, Paulo Guedes, junto com a nova composição dos ministérios e os novos presidentes “Chicago Boys” da estatais (Joaquim Levy no BDNES, Roberto Castello Branco na Petrobras, Rubem Novaes no Banco do Brasil, Pedro Guimarães na Caixa Econômica Federal e Wilson Ferreira na Eletrobras) contribuiu para o otimismo com as reformas e as privatizações.

Risco Brasil x risco de países emergentes

Esse nível de risco Brasil (CDS) é próximo dos países emergentes que possuem a classificação de risco (rating) de grau de investimento, como por exemplo a Rússia (141 pontos), o México (137 pontos) e a Colômbia (135 pontos).

Possível melhora no rating do Brasil

O nível atual de risco CDS de 180 pontos já possibilitaria uma melhora no rating para “BB” ou até “BB+” (último nível do grau especulativo) pela escala da S&P e da Fitch, ou seja, melhora de 1 ou 2 níveis no rating do Brasil, ficando a apenas a um grau do seleto clube dos países com grau de investimento.

Entretanto, essa melhora do rating do Brasil por parte das agências de risco somente irá acontecer se de fato quando houver a Reforma da Previdência e a redução do enorme déficit fiscal de R$ 139 bilhões em 2019.

Quer ganhar dinheiro? Posicione-se antes de o evento acontecer

Para ganhar dinheiro efetivamente com o evento da Reforma da Previdência é preciso investir em ações e em ativos que se beneficiem da queda do risco-país antes de o evento acontecer.

Quando um evento como a Reforma da Previdência começa a ser considerado como provável pelo mercado, costumamos dizer que o “mercado está colocando esse evento no preço”.

Portanto, é preciso se posicionar antes da aprovação da Reforma da Previdência, que a cada dia é mais provável e que terá impacto muito grande na Bolsa de Valores. Haverá um aumento grande de fluxo de investidores na Bolsa, principalmente estrangeiros, que aumentarão os seus investimentos no Brasil com o grau de investimento.

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